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Semana em Revista dos Packers: Um Susto, um Retorno e a Vitória por 27 a 19 Sobre o Carolina

Cory Trimm••Notícias

Não foi uma vitória limpa, nem confortável. Mas foi uma vitória, e numa semana curta, com um center que é a terceira opção e um grupo de linebackers sustentado por reservas, isso vale muito. Green Bay venceu o Carolina por 27 a 19 na noite de quinta no Lambeau, sobreviveu a três turnovers e a uma reação tardia dos Panthers, e vai a New England com 5-3.


27 a 19: Uma Vitória que Nunca Foi Confortável

O placar conta o desenho da noite. Jordan Love lançou um touchdown de 12 jardas para Tucker Kraft no primeiro quarto — o extra point falhou, então ficou só 6 a 3 — e, depois de Chuba Hubbard colocar o Carolina à frente por 10 a 6 no início do segundo, Green Bay respondeu duas vezes antes do intervalo: Josh Jacobs numa corrida de 1 jarda e Matthew Golden numa recepção de 24 jardas, a segunda preparada pela jogada defensiva da noite (abaixo). Era 20 a 10 no intervalo, e 27 a 10 no terceiro quarto, depois de Love achar Jacobs num passe de 4 jardas para touchdown.

Aí os Packers pararam de pontuar, e o Carolina continuou vindo. O touchdown de 26 jardas de Jalen Coker, faltando 5:37, fez 27 a 19 — a tentativa de dois pontos falhou — e os minutos finais foram de prender a respiração, até a última chance do Carolina morrer numa quarta descida e um fumble final selar o jogo.

Love terminou com 30 de 41 passes para 288 jardas, três touchdowns e uma interceptação, rating de 106,6, e não foi sacado nenhuma vez. Matthew Golden pegou 7 passes para 79 jardas e um touchdown, e Tucker Kraft pegou todos os 6 passes lançados em sua direção, para 53 jardas e um touchdown. Green Bay foi 3 de 3 na red zone — a única área do ataque que funcionou exatamente como desenhada.

A bagunça: três turnovers, incluindo um fumble no kickoff inicial que deu campo curto ao Carolina, e a interceptação de Love no último quarto perto da goal line, que tirou um field goal praticamente selador do placar. Love disse depois que aquela interceptação vai “assombrá-lo”. Justo — e também o tipo de honestidade que torna o resto da noite mais fácil de acreditar.


Watson: A História da Noite

Esqueça o box score por um momento, mesmo sendo um bom box score: 8 recepções para 113 jardas.

No meio do segundo quarto, Christian Watson pegou um passe profundo de 53 jardas de Love, caiu sobre a bola e não conseguia respirar. Ele estava tossindo sangue na lateral do campo, e a equipe médica o enviou ao St. Vincent Hospital de ambulância para exames de precaução — tomografia e exames de sangue. Ambos voltaram limpos, exceto pela lesão em si: uma costela quebrada.

E aí ele voltou. Watson retornou ao Lambeau na mesma ambulância, saiu correndo do túnel no meio do terceiro quarto sob uma enorme ovação, com proteção extra moldada sobre as costelas, e terminou o jogo. Sua última recepção — 7 jardas numa terceira para 2, faltando 2:33 — forçou o Carolina a gastar seu último timeout e deixou Green Bay queimar quase todo o relógio.

Watson disse depois que nunca quis ir ao hospital, e que não tem planos de perder snaps: “Estaremos prontos para a próxima semana.” Foi, por qualquer medida, a atuação mais corajosa da temporada até aqui — seu terceiro jogo de 100 jardas no ano.


Watson Contra New England: Leia Isto com Atenção

Esta é a parte em que nos recusamos a nos adiantar às notícias.

Na manhã de quarta-feira, Watson aparece listado como Questionable, com fratura na costela, nas listas agregadas da Semana 9 (atualizadas na madrugada de 4 de novembro), e essa lista não é uma designação oficial — é uma marcação prévia ao boletim. Na segunda-feira, o coordenador do jogo de passes Jason Vrable disse que Watson está dolorido, mas “indo muito bem” (“doing great”), e que o time espera que ele jogue com a lesão em New England, acrescentando “vamos ver conforme a semana avança”. O próprio Watson disse que espera jogar.

Mas o primeiro boletim oficial de treinos da Semana 9 sai na quarta-feira, provavelmente depois da publicação deste post, e a designação final para o jogo só sai na sexta. Então a versão honesta é esta: listado como Questionable, com expectativa de jogar segundo o time na segunda-feira, status oficial ainda a confirmar. Não o trate como liberado. Atualizaremos este espaço se o boletim de quarta ou de sexta mudar o quadro.


A Explosão de Hopper e uma Defesa que Carregou a Noite

Com Edgerrin Cooper fora da temporada (Aquiles) e Zaire Franklin semana a semana (canela), Green Bay começou com seus linebackers número 3 e 4. O número 4 roubou o show.

Ty’Ron Hopper — 8 tackles, um sack, uma interceptação e 3 passes desviados — desviou um passe de Bryce Young para si mesmo no fim do segundo quarto, e essa roubada preparou o touchdown de Golden e a vantagem de 20 a 10 no intervalo. Matt LaFleur, sem ser perguntado: “Não consigo dizer coisas boas o bastante sobre ele e sobre a noite que ele teve.” Segundo a análise de snap counts da SI, Hopper se tornou o primeiro linebacker do time desde 2000 com sack, interceptação e pelo menos três passes desviados num mesmo jogo. Isaiah McDuffie somou 10 tackles ao lado dele.

A unidade como um todo sacou Young 6 vezes, com seis jogadores diferentes, pressionou-o em quase metade de seus dropbacks e segurou o Carolina em 3,7 jardas por jogada e 256 jardas totais. Young terminou com 23 de 41 passes para 209 jardas, um touchdown e uma interceptação. Esta defesa já venceu mais de um jogo para Green Bay nesta temporada. A quinta foi o caso mais claro até aqui.

O outro lado dessa moeda: o jogo terrestre segue travado. Green Bay correu para apenas 66 jardas no total, e Jacobs — dois touchdowns e tudo — conseguiu só 39 jardas em 21 carregadas (média de 1,9), ambos os touchdowns em terceiras descidas dentro da linha de 5. Os dois touchdowns de Jacobs foram enormemente importantes. Nenhum deles muda o fato de que este ataque hoje não consegue correr com a bola, e New England terá notado.


Parsons: O Cronograma Fica Mais Firme

A segunda-feira trouxe o próximo passo sobre Micah Parsons. LaFleur disse que é a “intenção” do time que Parsons volte a treinar nesta semana — treinos individuais primeiro, treinos com o time na próxima — e várias apurações continuam apontando o jogo da véspera de Thanksgiving contra os Rams, em 25 de novembro, como a meta para seu primeiro jogo desde a ruptura do ligamento cruzado anterior em 14 de dezembro de 2025.

Ele não joga em New England, e 25 de novembro é uma meta, não uma promessa — a janela de 21 dias de treino, uma vez aberta, é uma rampa, não uma data de estreia. Mas a direção do movimento agora é inequívoca, e é na direção de Green Bay.


O Próximo: New England, Fora de Casa, no Domingo

Domingo, 8 de novembro — 18h25 de Brasília (16h25 ET / 15h25 CT), contra o New England Patriots, no Gillette Stadium, em Foxborough, pela FOX.

Os dois times estão 5-3. New England está 3-0 em casa depois de vencer o Miami por 24 a 19 em 1º de novembro, com Drake Maye acertando 16 de 20 passes para 199 jardas, dois touchdowns e um touchdown corrido — 11 touchdowns contra 1 interceptação nos últimos quatro jogos. Green Bay está 2-2 fora de casa. New England abriu como favorito por 2,5 pontos (FanDuel; over/under de 47,5), e Tom Brady narra o jogo pela equipe principal da FOX — seu primeiro jogo dos Patriots como comentarista. O último encontro: Packers 27, Patriots 24 na prorrogação, no Lambeau, em 2022.

O que está em jogo, segundo o simulador do The Athletic: as chances de playoff de Green Bay estão em 47% agora — 61% com vitória, 39% com derrota. É isso que o domingo vale. A previsão inicial para Foxborough é daquelas para conferir de novo antes do kickoff: os modelos divergem, com máximas na casa dos 50 graus Fahrenheit (50 e poucos), caindo para a casa dos 40 e poucos após o pôr do sol às 16h30, e chance de chuva variando de baixa a cerca de 50%, conforme o modelo.

Depois deste: os Vikings no Lambeau em 15 de novembro, e então a bye da Semana 11.


Go Pack Go.


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Foto de capa: Lambeau Field por fora.

Fontes